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Uma questão de atitude

Existem dois tipos de jogadores. Há aqueles que vão todos os dias para o treino, que esperam que o clube lhes dê todas as condições para que possam fazer um bom trabalho, que não têm propriamente um objetivo definido para a época, ou quando têm é algo parecido com “fazer uma boa época”, que não definiram um plano de carreira e esperam que o empresário faça isso por eles e que por vezes, mesmo assim, alcançam resultados.

E há outro tipo de jogadores que, quando iniciam a época, sabem exatamente o que querem fazer dela, que tipo de resultados específicos esperam ter, como querem contribuir para os objetivos da equipa, que papel querem desempenhar ao nível da sua importância e influência, quem querem ter por perto e que tipo de ajuda pretendem que estas pessoas lhes forneçam, que consideram a época parte de um plano maior, o seu plano de carreira.

A mentalidade e atitude destes dois tipos de jogadores é muito diferente. Os primeiros procuram muitas vezes os grandes responsáveis por tudo aquilo que lhes acontece e por todos os resultados que não alcançam; os segundos procuram assumir a responsabilidade por tudo aquilo que obtêm da vida. Estes são jogadores que questionam, que se revoltam, que cobram dos colegas, que se emocionam. São jogadores que vivem o futebol de uma maneira muito especial, pois sabem que isto não tem só a ver com resultados, mas com o exemplo em que se tornam, com a forma como inspiram outros jogadores e milhares de pessoas que os vêm. São também jogadores que sofrem mais, sentem uma maior pressão e responsabilidade, são aqueles que só esperam uma coisa, que o azar das lesões não lhes bata à porta, pois sabem que, desde que isto não aconteça, tudo o resto eles resolvem.

Os outros são aqueles que dão bastante trabalho a um treinador, que influenciam muitas vezes negativamente os colegas, que algumas vezes passam informações que são exclusivas do grupo e que não fazem a mínima ideia do que é construir uma carreira de sucesso. São os primeiros a sacudir a responsabilidade quando os resultados não aparecem e a adotar a atitude passiva de quem sabe que, alguém haverá de resolver a situação. Estes dois tipos de jogadores não passam desapercebidos, e esta deve ser uma característica a ter em atenção na hora de procurar reforços para uma equipa, pois todos os jogadores contam, todos influenciam, todos contribuem de alguma forma para os resultados. Só há dois tipos de pessoas: aquelas que estão lá para ajudar; e aquelas que estão lá para atrapalhar. Felizmente, falamos de atitude, e a atitude é uma escolha de cada um de nós!