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O poder da escolha

Muitas vezes um jogador sente que é vítima das circunstâncias, das decisões de outros, das condições impostas por alguém.

Este sentimento de vitimização faz com que ele não tenha a capacidade de mudar o cenário em que se encontra e os resultados que obtém, adotando um discurso pessimista, insinuador e que em nada o ajuda. Esta postura, de quem diz mal do contexto e coloca a responsabilidade nos outros, é algo mais comum do que pensamos. É por isso importante que um jogador entenda que ele não é a situação, ele é o responsável pela situação. Distanciarmo-nos do problema para o conseguir observar desde outro ponto de vista é extremamente útil, desde que não percamos o sentido de responsabilidade.

Em Alta Performance, temos um processo para lidar com desafios que supostamente nos estão a impedir de progredir. Em primeiro lugar, nós não somos o que nos acontece, nós provocamos o que nos acontece. Esta pequena diferença permite-nos avaliar o resultado como uma consequência apenas daquilo que estamos a fazer, sendo que, ao mudar, mudamos os nossos resultados. O primeiro passo é perceber se temos a possibilidade de o fazer, ou seja, se essa mudança está nas nossas mãos. Em segundo lugar, é preciso entender como vamos fazer essa mudança, de que informação necessitamos, quem nos pode dar ‘feedback’ sobre o comportamento, o que precisa de ser feito e qual o caminho a seguir. Muitas vezes os jogadores ficam travados porque não sabem exatamente o que se espera deles ou o que querem que eles façam, sendo isto agravado quando existe falha na comunicação. Em terceiro lugar vem algo fundamental, que é perceber se estamos efetivamente com vontade de mudar. Por vezes, o jogador sabe que precisa de fazer alterações, mas isso requer esforço e trabalho e opta por se focar naquilo que não lhe está a acontecer em vez de desenvolver a vontade necessária para fazer acontecer.

POSSO mudar isto? COMO posso realizar essa mudança? QUERO mesmo fazê-lo? São as três perguntas que um jogador precisa de realizar a si mesmo, quando os resultados não são exatamente aqueles que pretende. Simples, mas poucos o fazem. A grande maioria espera que alguém lhe diga o que deve fazer. Aquilo que DEVEMOS fazer acaba sendo uma OBRIGAÇÃO, aquilo que PODEMOS fazer é sempre uma ESCOLHA.