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O arranque

O início da época é o momento mais importante quando se trata de estabelecer objetivos e garantir que temos a mentalidade certa para os atingir.

É fundamental saber exatamente para onde vamos, o que queremos conquistar, o que é realmente importante. O que nem sempre acontece é toda a outra parte indispensável deste planeamento, que quando bem formulada, nos permite estar no caminho certo para conseguirmos aquilo que ambicionamos.

Depois de definirmos aquilo que é mais importante, conseguimos criar uma escala de prioridades nos objetivos e esta é a primeira fase deste trabalho. Depois precisamos de criar um plano de ação, descrever como vamos conquistar o que queremos, o que é preciso acontecer, de que forma lidamos com eventuais obstáculos, quais as competências que precisamos de desenvolver no grupo e em cada jogador, qual a cultura e o espírito que queremos viver, mostrar, e como o vamos fazer, quais as linhas orientadoras que vamos criar na equipa que nos servirão de suporte quando as coisas não correrem como desejamos, qual a postura que pretendemos adotar, como vamos reagir aos erros, como nos preparamos mentalmente para os desafios, que equipa queremos ser dentro de campo, como vamos comunicar para dentro e para fora, o que é realmente importante para nós, que valores pretendemos defender, qual a nossa identidade e como é que ela se vai verificar na forma como fazemos as coisas. Tudo isto deve ser definido, de preferência envolvendo todo o grupo, porque as pessoas criam um grande compromisso com aquilo que ajudam a criar e menos compromisso com aquilo que é imposto.

A época já iniciou e de repente parece que já vimos tudo: bastam poucos resultados e parece que já nos mostram o rumo que tudo isto vai ter, somos rápidos a tirar conclusões. Há quem tenha verdadeiras bolas de cristal nas mãos, e todas as reações que vemos acontecer são normais e valem zero, não são mais do que futurologia feita por quem não vive o dia a dia dentro do clube, por quem não tem de viver disciplinado, focado, com restrições, exposto às críticas e com a pressão de ter de atingir objetivos ambiciosos. O mais curioso, é que basta olhar para a época passada e ver que o Benfica esteve a sete pontos do primeiro lugar, e acabou campeão. Precisamos de fazer um bom planeamento, definir bem o caminho, e saber que estamos a fazer a coisa certa para chegar onde queremos. No entretanto, vamos perder jogos, vamos sofrer, vamos ser crucificados, sem nunca perder o rumo, a esperança, a determinação e o foco necessários para passar por tudo isto e ainda assim, no final, vencer!