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Momentos de crise

Quando a emoção sobe, a inteligência desce!

Em tempo de crise, existe uma grande tendência para “apagar fogos”, a noção de que não controlamos as coisas tem um efeito gigante nas nossas emoções, trazendo à superfície todas as que são negativas e que por isso limitam o nosso desempenho.

É uma bola de neve que desce pela montanha e que vai aumentando de forma galopante até ganhar dimensões absurdas, e quando isto acontece, é normalmente o fim. Esta é a história das falências, das relações que acabam, dos despedimentos, das doenças, do despedimento de um treinador, do fim de um presidente. Muitas vezes, quando olhamos para trás, sabemos identificar de forma clara o momento em que deveríamos ter feito algo, o momento em que devíamos ter parado uma determinada situação, que devíamos ter tomado medidas e na grande maioria das vezes, esta constatação acontece tarde demais.

É por tudo isto que necessitamos de um sentido e de um forte propósito, que una um equipa, um clube, uma organização, pois sabemos que vão existir momentos difíceis, que iremos enfrentar obstáculos, e se não existir uma boa razão para fazer aquilo que fazemos, o mais certo é desistirmos ou deixarmos a emoção liderar o processo. O PROPÓSITO pelo qual fazemos o que fazemos, leva ao desenvolvimento da paixão, e a paixão por sua vez, gera a energia necessária para encontrar as soluções quando algo não corre bem.

Quanto maior é o nosso “porquê”, mais fácil será o nosso “como”.

No caso específico de uma equipa (grupo) e de um jogador (individual), eis como podemos reverter momentos de crise e mudar o ciclo:

EQUIPA – Uma equipa precisa de um Código de Honra, que consiste numa forte relação de valores em forma de regras. O motivo é simples, os jogadores têm experiências diferentes, culturas diferentes, motivações diferentes, logo, também têm definições e significados diferentes para as coisas, nomeadamente para os valores. Não se trata de seguires ou não seguirem as regras, trata-se de entenderem ou não entenderem as regras. Um Código de Honra cria uma equipa coesa, comprometida, que funciona em uníssono, que não desiste, que cria uma forte identidade.

JOGADOR – É importante ter a noção de que, como fazemos as pequenas coisas, fazemos as grandes coisas. A única forma que um jogador tem de sair de um momento de crise, é assumindo a responsabilidade. Por norma, o jogador consegue identificar uma vasta lista de motivos e razões pelas quais as coisas não lhe estão a acontecer, por norma, essa lista contém outras pessoas. Assumir a responsabilidade requer colocar o foco em si mesmo e no impacto das suas decisões e comportamentos, requer elevar o patamar de profissionalismo, competências e compromisso, ou seja, nas únicas coisas que um jogador pode efetivamente controlar e mudar.

Para mudar o rumo das coisas, precisamos de CLAREZA, algo que só obtemos quando adotamos uma mentalidade diferente daquela que ajudou a criar o problema.